O Amor na Terra Média de Tolkien
Para J.R.R. Tolkien, o amor na Terra-média não era apenas um sentimento romântico passageiro; era uma força cósmica, espiritual e fundamental para a própria sobrevivência do mundo contra a escuridão. Influenciado profundamente por sua fé católica, por sua experiência nos traumas da Primeira Guerra Mundial e por seu próprio casamento de cinquenta anos com Edith Bratt, Tolkien construiu o amor com características muito específicas.
Diferente da paixão impulsiva que costuma dominar a literatura moderna, o amor em Tolkien é sinônimo de fidelidade inabalável e sacrifício. Ele frequentemente exige um preço alto, mas é o que dá sentido à vida dos personagens.
Para Tolkien, o amor romântico ideal atinge sua plenitude no casamento, que os Elfos (e os Homens nobres) viam como algo indissolúvel.
Tolkien não limitava o amor ao romance. Ele descreveu com maestria como o amor é a fórmula vital para a derrota do mal.
Tolkien pertencia a uma geração vitoriana e eduardiana, além de ser um estudioso de literatura medieval. Por isso, suas descrições de amor evitam o erotismo e focam na reverência.
O romance na Terra-média lembra a literatura cavalheiresca e os mitos arturianos. Há toques de mãos, olhares profundos, canções e promessas, mas o desejo físico fica subentendido na profunda conexão espiritual.
Quando seus personagens se apaixonavam ou admiravam alguém, Tolkien costuma descrever uma "luz interior" ou uma beleza quase divina na pessoa amada. É o caso de Aragorn vendo Arwen sob o luar em Lothlórien, ou de Gimli sendo cativado pela graça pura de Galadriel.
"Pois o amor de Aragorn e Arwen era mais antigo e mais profundo do que as próprias florestas, e nele estava a esperança e a dor de duas eras do mundo." — O Senhor dos Anéis: Apêndice A
Para Tolkien, o amor era a maior resistência possível contra a opressão de Sauron ou Morgoth. Enquanto o Mal buscava dominar, possuir e controlar, o Amor na Terra-média buscava libertar, preservar e construir.
Tolkien estava coberto de razão mais uma vez...o amor verdadeiro é de fato a força mais poderosa de todos os multiversos !!
duradouro na sua vida !!
Nos vemos breve !
Se cuide e cuide de
quem você ama!
Curiosidades da trilogia O Hobbit
"Lá e de volta outra vez..."(Bilbo Bolseiro)
A produção de O Hobbit foi uma jornada quase tão épica, rica em detalhes e caótica quanto a do próprio Bilbo Bolseiro, nosso hobbit favorito !!
Peter Jackson e sua brilhante equipe, enfrentaram prazos absurdos, problemas de saúde e desafios técnicos gigantescos para tirar a trilogia do papel.
Mas para nossa sorte, não desistiram e cumpriram o projeto com maestria !!
Aqui estão algumas das muitas curiosidades fascinantes sobre os bastidores:
1. Martin Freeman era a única opção (literalmente)
Peter Jackson queria tanto Martin Freeman como Bilbo Bolseiro que, quando os horários de gravação do ator com a série Sherlock da BBC colidiram, Jackson tomou uma atitude inédita em Hollywood: ele mudou todo o cronograma de filmagem do filme. A produção começou, parou por alguns meses para que Freeman pudesse gravar Sherlock, e depois foi retomada.
2. O Dragão mais egoísta da terra média 🔥
Benedict Cumberbatch não deu apenas a voz ao dragão Smaug; ele fez toda a captura de movimentos. Para entrar no personagem, o ator se vestia com o traje de sensores e literalmente rastejava pelo chão do estúdio, sibilando e gesticulando como um réptil gigante para dar mais realismo aos animadores da Weta Digital.
3. A crise do ouro de Erebor
A quantidade de moedas de ouro falsas criadas para preencher o covil de Smaug na Montanha Solitária foi tão colossal que a produção acabou esgotando todo o estoque de tinta dourada da Nova Zelândia. Eles tiveram que importar mais tinta da Alemanha para conseguir terminar de pintar os milhões de moedas e taças que compunham o tesouro.
4. Proteção de "vazamento" de roteiro
Para evitar que os roteiros vazassem na internet, os atores recebiam suas falas em folhas de papel rosa-choque ou vermelho escuro. Esse tipo de papel impede que as páginas sejam copiadas ou escaneadas com clareza por máquinas fotográficas e fotocopiadoras da época.
5. De dois filmes para uma trilogia
Originalmente, O Hobbit seria dirigido por Guillermo del Toro 😍 e dividido em apenas dois filmes. Quando del Toro saiu devido a atrasos na produção e Peter Jackson assumiu, ele percebeu que, ao usar os apêndices de O Senhor dos Anéis (que detalham o que acontecia nos bastidores da Terra-média na mesma época), havia história suficiente para criar uma nova trilogia.
Será que nas mãos de Del Toro a obra ficaria ainda mais...sinistra ??? Certeza, né !! 😂
6. O adeus de Christopher Lee
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014) marcou a última aparição no cinema do lendário ator Christopher Lee (Saruman) antes de falecer em 2015. Por conta de sua idade avançada e saúde frágil, ele não pôde viajar para a Nova Zelândia; todas as suas cenas foram gravadas em um estúdio em Londres e inseridas digitalmente no cenário com os outros atores.
7. Treinamento de Anões
Todo o elenco que interpretou os anões teve que passar por um "Acampamento de Anões" antes das filmagens. Eles tiveram aulas de dublês, aprenderam a andar com os trajes pesados, treinaram coreografias de luta e até como comer de forma rude e escandalosa, exatamente como Tolkien descreveu nos livros.
8. Barbas de Iaque
Como a maioria dos atores que interpretavam os anões não tinha barba de verdade (ou não conseguia crescer uma barba tão imponente), a equipe de maquiagem teve que fabricar dezenas de barbas postiças usando pêlo de iaque (um animal da região do Himalaia).
O problema? O pelo de iaque retém muito cheiro. Depois de semanas filmando cenas de banquetes com comida de verdade, suor e lama, as barbas precisavam passar por um processo de lavagem e higienização pesadíssimo todas as noites. Além disso, os atores revelaram que vira e mexe "roubavam" pedaços das barbas para guardar de recordação.
9. Richard Armitage e a espada pesada demais
Richard Armitage leva seu trabalho muito a sério. Para interpretar Thorin Escudo de Carvalho, ele insistiu em usar uma réplica da espada Orcrist que tinha o peso real de uma espada de metal da época medieval durante os ensaios, para que seus movimentos parecessem cansados e realistas.
O resultado? Ele ganhou tanta massa muscular nos braços que a equipe de figurino teve que refazer as mangas da sua roupa várias vezes porque elas pararam de servir.
10. O maior set de filmagem interno do mundo
Para a icônica cena da Cidade do Lago (Esgaroth), a produção não usou apenas computação gráfica. Eles construíram uma cidade real dentro dos estúdios da Weta na Nova Zelândia.
Foi o maior set de filmagem interno já construído na história do cinema, com canais de água de verdade, pontes, casas de madeira detalhadas e até fumaça saindo das chaminés.
O cheiro de madeira molhada e peixe artificial no estúdio era tão forte que os atores diziam que realmente parecia que estavam em uma vila portuária medieval.
11. A tecnologia de 48 Frames por Segundo (HFR)
Peter Jackson decidiu inovar e filmou a trilogia inteira em 48 quadros por segundo (HFR), o dobro do padrão do cinema (que é 24 quadros). A ideia era deixar a imagem super nítida, especialmente em 3D.
Só que isso gerou um problemão: a imagem ficou tão realista que a maquiagem normal dos anões parecia falsa na tela. Os maquiadores tiveram que mudar completamente a fórmula das próteses de silicone e usar cores muito mais intensas (quase amarelas e vermelhas brilhantes) para que, na câmera de 48fps, elas parecessem com pele humana normal.
12. Tragam mais perucas !
Praticamente todo mundo em O Hobbit usa peruca. O departamento de cabelo e maquiagem criou mais de 91 perucas só para o elenco principal e dublês.
O estoque de cabelo humano de alta qualidade da produção era tão gigantesco que eles brincavam que poderiam abrir o maior salão de beleza do hemisfério sul.
Até o Legolas e o Thranduil usavam perucas loiras platinadas que levavam horas para serem costuradas perfeitamente na cabeça dos atores para esconder as orelhas falsas de elfo.
13. O recorde de maquiagem:
O ator John Callen, que interpretou o anão Óin, detém um dos recordes da produção. Ele passava cerca de três horas e meia na cadeira de maquiagem todas as manhãs antes das filmagens começarem e mais uma hora no final do dia só para retirar as próteses do rosto sem rasgar a pele.
É muita paciência para viver na Terra-média heim...
Bem... e se você, como eu, é fã de O Hobbit, com certeza gostou deste post !
Ah, e não se esqueça : "São os pequenos atos cotidianos das pessoas comuns que mantêm a escuridão afastada. Pequenos gestos de bondade e amor." — Gandalf
A Despedida do Hobbit
No último dia de filmagens da trilogia O Hobbit, o diretor Peter Jackson e a equipe presentearam os atores com itens marcantes e personalizados de seus personagens. Os mimos incluíram espadas e escudos autênticos usados no set, mantos, o contrato de Bilbo e até figuras customizadas de Lego.
Martin Freeman (Bilbo Bolseiro): Recebeu a espada Ferroada (Sting), o roupão usado por Bilbo e o contrato assinado pelos anões.
Richard Armitage (Thorin Escudo-de-Carvalho): Ganhou o escudo, a famosa espada Orcrist e o mapa da Montanha Solitária.
Ian McKellen (Gandalf): O lendário ator não saiu de mãos abanando. Ele ganhou o icônico chapéu pontudo de Gandalf, o poderoso cajado do mago e Glamdring, a imponente espada de Gandalf.
Orlando Bloom (Legolas): Ao se despedir definitivamente do elfo (após as trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit), Orlando Bloom ganhou o arco de Legolas e as lentes de contato azuis que usava para o papel.
Evangeline Lilly (Tauriel): Recebeu suas duas adagas características, as calças de couro, o arco lindamente esculpido em madeira para combinar com a estética dos Elfos da Floresta e também levou uma "runa lunar".
Lee Pace (Thranduil): O representante do lendário rei élfico pôde levar para casa a belíssima espada, a Espada de Thranduil original usada por nas batalhas. Ela foi desenhada pela Wētā Workshop para ser extremamente leve e elegante, forjada a partir de uma única peça de metal com entalhes de folhas e videiras que combinavam com a estética da Floresta das Trevas.
As Orelhas de Elfo: Assim como Orlando Bloom e Evangeline Lilly, ele ganhou o par de orelhas de látex personalizadas feitas sob medida para ele.
Uma curiosidade de bastidores: Lee Pace revelou em entrevistas na época de lançamento do último filme que guarda a espada e as orelhas em sua casa, mas confessou que o processo de maquiagem para colar as orelhas e colocar a peruca loira platinada demorava cerca de duas horas todas as manhãs. Levar as orelhas foi um prêmio por tanta paciência na cadeira de maquiagem.
Luke Evans (Bard, o Arqueiro): Foi presenteado com a espada de Bard, deixando muito emocionado.
Stephen Fry (O Governador de Esgaroth): Ficou com um enorme retrato pintado de seu personagem mais jovem.
Atores dos Anões: Todo o grupo de anões recebeu figuras em miniatura personalizadas de Lego de seus respectivos personagens antes mesmo dos conjuntos oficiais serem lançados, como também suas respectivas armas como presentes de despedida.
Além disso, Peter Jackson costumava presentear os atores com um "rolo de filme" contendo algumas das primeiras cenas que eles rodaram.
A entrega oficial da grande maioria desses presentes aconteceu no dia 26 de julho de 2013, na Nova Zelândia.
Esse dia marcou o fim absoluto de todas as filmagens da trilogia, após uma maratona final de regravações e cenas adicionais (conhecidas como pickups).
Para celebrar o último dia após mais de 770 dias de filmagens acumulados (somando toda a produção), o diretor Peter Jackson passou quase 20 horas acordado postando atualizações, fotos dos bastidores e das despedidas dos atores em tempo real no seu Liveblog.
Embora o dia 26 de julho tenha sido o "embrulho" final de toda a produção (onde as armas maiores e os vinhos foram celebrados), alguns atores terminaram suas participações semanas antes e receberam seus presentes individuais em seus respectivos últimos dias. O ator Ian McKellen (Gandalf), por exemplo, teve seu último take no dia 28 de junho de 2013, enquanto Martin Freeman (Bilbo) se despediu do set no dia 12 de julho de 2013.
Ao final daquela sexta-feira, 26 de julho, Peter Jackson encerrou a transmissão e as filmagens com uma foto exausto ao lado de seu gato, escrevendo: "Um dia longo. Um dia incrível. Obrigado a todos por fazerem parte disso! Agora, dormir!".
A trilogia O Hobbit foi lançada nos cinemas ao longo de três anos. As datas de estreia mundiais de cada filme foram:
Uma Jornada Inesperada: 14 de dezembro de 2012
A Desolação de Smaug: 13 de dezembro de 2013
A Batalha dos Cinco Exércitos: 17 de dezembro de 2014
Eu sou uma grande fã de todas as obras de Tolkien, mas confesso que a minha preferida foi essa dos Hobbits.
Juntamente com minha filha caçula já assisti essa trilogia bem umas 20 vezes ( ou mais) !!
Fiquem bem, e até o próximo post !
A Beleza e o encanto das Casas Antigas
Eu sou uma apaixonada por casas antigas. Aquelas sabe...cheias de detalhes na fachada, um jardim na frente, e muita personalidade.
Casas que contam histórias. Que abrigaram sonhos. Que foram, literalmente a materialização do sonho de alguém.
Aquela casa de vó, sabe...que cheira a aconchego, bolo, chá, abraço e alecrim...
Houve um tempo em que elas eram comuns...hoje são raridades. Elas contam histórias de um tempo em que as casas eram construídas com tanto esmero...delicados detalhes...nos beirais...nos alpendres...nas portas...nos parapeitos das janelas...nas cercas...nos portões...cômodos grandes...bem estruturados por mãos de proficionais dedicados, verdadeiros artistas !!
Hoje em dia essas casas estão sumindo...estão sendo demolidas uma a uma, para dar lugar a prédios, apartamentos que mais são apertamentos, amontoados de pessoas, edifícios retos...sem graça...altos e sem nenhuma personalidade...sem nenhuma história bonita e saudosa para contar.
Digo aqui no Brasil, né, porque pelo que se percebe, em países europeus, principalmente, se dão mais valor á história e casas assim são mais preservadas.
Mas por aqui no Brasil, história parace que não gera muito lucro...sei lá, sabe...
Abaixo, a casa onde viveu o renomado escritor brasileiro Machado de Assis.
O imóvel, era localizado na Rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro, e infelizmente foi demolido no ano 1980 para a construção de um edifício de dez andares.
Mas enfim,algumas poucas sim ainda resistem, aqui e ali, a maioria deteriorada, abandonada, como um lembrete e prova de que um dia as pessoas colocavam muita arte na construção de suas casas. E elas, as casas, eram únicas, cada uma delas !
Aqui na cidade que moro atualmente, ainda tem algumas dessas saudosas "casas de vó" como o povo gosta de chamar. Me encantam !!
Quando eu passo em frente a elas, não tem como eu evitar...minha mente vai lá longe, tentando buscar quem seria que morou ali...quanto tempo morou ...quando foi construída...como deve ser por dentro...as histórias interessantes que aquela "casinha de vó" teria para nos contar se pudesse...
Decretos Para Junho
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| Poema de Caio Fernando Abreu |




















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